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quinta-feira, 10 de março de 2011

Tudo Cinza



Eu sonhei um mundo cinza
Onde vento não havia
E os sons não eram melodias

Eu sonhei um mundo cinza
Em que não havia pessoas vivas
Nem onibus com gente descendo
Pelas ruas vazias

Eu sonhei um mundo cinza
Que em sonho nada havia
E pesadelo seria,
Se não fosse tamanha sorte

A minha
Poder perceber que estava a sonhar
E então poder fazer listras verdes contrastar
Em meio a selva já não só cinza

Porém não houve tempo para as pessoas
Quando dei por mim
Já estava a voar
Para cada vez mais longe
Do mundo cinza

Acordei
E minha realidade é cinza
Mas nela tem pessoas
Porém não posso voar
Mas nela tem cores
Porém não posso colorir
Mas ela tem vento
Porém aqui, posso me ferir

Quem sabe o que falta é apenas
Eu acordar dessa realidade cinza
E me contradizer fazendo surgir
Listras verdes por toda essa "cinzidão"?

Veremos, Veremos

Desvendando

Tenho visto muitas coisas novas ultimamente, e sempre que me deparo com algo totalmente novo me encho de empolgação e mistério, acreditando ter encontrado algo que se encaixe nesse sonho que tanto procuro, porém no final percebo que houve muito mistério e especulações a respeito daquilo e percebo que em nada tinha haver com o que procurava.

O bom é que após um tempo você percebe o quanto idiota está sendo querendo que as coisas do mundo se encaixe em sua idéia de mundo perfeito. O que vai rasgar essa ideologia surpeficial, abrindo espaço para a beleza que o verdadeiro conteúdo daquilo apresenta.

Torço para que a apatia nunca me convença a parar de querer viver novas aventuras apenas porque inicialmente não vi nada relacionado ao que quero, mas que sempre esteja sonhando alto e delirando com as maravilhas que podem existir até mas minúsculas coisas que nunca havia reparado antes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ansiedade

Enterre tudo
Esconda
Rasgue
E adie até o último momento

Pois quem sabe um dia
Tudo se resolva sozinho
E você possa enfim
Voltar a dormir no seu conceito liquido de vida

terça-feira, 8 de março de 2011

Arquiteturas

Eu sei o que tudo isso causará, e mesmo assim ignoro as consequências e sigo em frente. Decidi que mesmo com todas essas consequências ainda vale a pena viver toda essa loucura, então que a maré se agite e vamos ver no que dá.
O consolador é que no final já saberei o que vai acontecer, mas e ai? Sempre vou ter que bolar o próximo passo, mas mesmo assim talvez nunca saiba a resposta dessa grande pergunta que me assola. O que tanto estou procurando nesse mundo?

sábado, 5 de março de 2011

Beirute



Mais uma vez o asco me alcançava e então, desesperado, decido ir ver minha velha companheira que sempre me ajudava nessas situações.
- Olá Nantes, tudo bem com você?
- Pois não meu jovem, tudo ótimo. O que o traz aqui?
- Pois é minha cara, estou novamente sumindo na maré... o peso tornar a cair sobre minh'alma. Estou farto de toda essa idiotice, toda essa inutilidade que me impede de fazer o que realmente quero.
- E o que você quer?
- Quero apenas a leveza da felicidad! Esquecer esses rancores que tanto me atormentam, os males causados pelo meu orgulho desventureiro...
- Mas você pode fazer isso!
- Como?
- Talvez eu pareça um tanto grosseira, mas basta apenas "explodir" esse seu egocentrismo e passar a olhar as coisas mais simples da vida! Sabe querido, nem tudo tem que ser difícil e quase nada é impossível. Sem contar que as melhores amizades sempre começaram assim, em meio a essas loucuras. Você tem medo de ter mudado, sei como é, mas ainda é o mesmo garoto perdido que entrou por aquela porta a 3 anos atrás, porém mais velho e maturo. Acredite, você ainda é capaz de muitas coisas, basta esquecer toda essa loucura trazida por esse orgulho que você tanto fala e fazer de uma vez por todas o que tanto deseja, bem ai no fundo de sua alma.
- Vó Nantes... Só você mesmo para abrir meus olhos desse jeito! Sim, realmente tenho sido míope em relação ao mundo, preciso rever com cuidado minha ótica. Muito obrigado, mais uma vez, por tudo isso, porém preciso voltar agora, tenho "contas" a acertar com a minha vida. Depois passo aqui de novo e te conto como vão as coisas, tchau Vó Nantes!
- Tchau querido! E não se esqueça, você tem o potencial.

E mais uma vez torno a trilhar de volta a minha casa, novamente estupefado com o drama infantil que dei a toda aquela situação. Ainda bem que sempre posso contar com essa velha que sempre está a abrir meus olhos diante o mundo das outras possibilidades.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Utopia





O sol esquentava meus membros recém despertados como um velho camarada dando bom dia. Estiquei-me e dei várias voltas pela cama até que finalmente, tomando coragem, me levantei e fui até a janela olhar como o dia estava hoje. Só em olhar para aquele céu azul se fundindo com o gigantesco oceano podia sentir toda a alegria de uma vida, e com esse espírito feliz, fui tomar café com meus irmãos, também recém acordados. Claro que após tomar o café corremos para a praia, sem nem pedir permissão aos nossos pais, ficamos o dia todo correndo pela areia, criando castelos, tomando caldo nas ondas kk, uma maravilha. Quando o sol estava apino, fomos almoçar.
O almoço estava maravilhoso, comemos na varanda daqui de casa (amo peixe na brasa) acompanhados por um reggae bem relaxante, ouvindo meus familiares discutindo a respeiro daquele filme, "The Matrix", fico feliz em ter realizado alguns argumentos a respeito do tal. De tarde, ficamos na piscina por horas e horas - mano sai de lá muito enrugado e ouvidos ''chei d'agua''.
Já notaram a sensação abrasante que é o crepúsculo? Parece que o mundo está dando um bocejo acolhedor - é, coisa de louco, sei - e logo em seguida as estrelas começam a brilhar no céu. Três Marias, Sírios, Gêmeos, minhas poucas companheiras que ainda consigo reconhecer ( fugindo o tema, é realmente triste que nas cidades, cada vez mais, seja difícil enxergar as estrelas). Inspirado, fiquei um bom tempo andando pela praia, sozinho dessa vez, apenas olhando para o céu e ouvindo o mar, percebi então que aquilo era tudo que sempre quis, essa felicidade tão inalcançável, o se admirar pela vida...
Mas no final, adormeci na tarde da noite, e no dia seguinte acordei com a mesma vida chata e pragmática de sempre, mais uma vez colocando meus sonhos de lado e levando o meu velho ritual. (só se for virtual)

Pois é meus caros, apenas sonhos...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Nede

As janelas foram abertas
E mais uma vez
Os raios de Apolo iluminavam
Nosso jardim

Ah beleza,
O calor de volta a seu corpo

Resurgir, do nada...

"Dizer-te-ia milhares e milhares
Porém percebi que no final
Não haveria metáfora,
Ou qualquer adjetivo poético
Que pudesse retratar
Você"