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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Distancio-me ao entardecer
Jamais irei retornar

Pois não há só terra em que pise
Que não logo comece a afundar

Aos outros, não há espaços.
Já possuo minha solidão

Essa minha derradeira companheira
Que findará comigo nessa prisão

Os outros...
Que esqueçam

Verão-me como sépia,
um daguerréotipo perdido

e de fato, vivo
 desse passado esquecido

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Silencio-me ao entardecer,
já não se ouve o vento a sussurar

os pássaros da alvorada
já não os escuto cantar

por trás dos meus dedos
me deito

quando de meus lábios já não há mero deleito

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Não vi você chegar
Com seu jeito meio bobo
Aquele seu velho jeito de falar
Das paixões de um coração novo

São distantes as recordações
Que lhe alcançam minhas palavras
E por sina eu mereço
A dor que me aperta o peito

Obrigado, adeus
um olá, até mais
parabéns meu amigo
que um dia possa me perdoar
quando eu voltar
espero rever
os sonhos que começara a ter
e as flores que abandonei a crescer

e se quando eu voltar
e minha casa me esperar
quando pela porta entrar
talvez não me esqueças

mas embora
a saudade aperte
sonhos idealizados
desejo primeiramente
em algum momento ter mudado

volto para casa
bato em sua porta
retomo o meu lugar
ja não basta esperar

eu quero mudar


Cartas ao futuro editor

Baby, ontem a noite eu sonhei com ela de novo. Havia mais um outro rapaz dando em cima dela. Ela ria da atenção que ele a dava. E enquanto ele a tocava, abraçava-a, eu os observava, de longe, sentindo as dores de não ser eu. Jamais tocaria alguém daquela forma, não seria um concorrente ali, e era questão de tempo até que ela não resistisse mais aos charmes daquele rapaz.

A raiva, a injustiça, a inveja e a paixão. Quais deles seriam a verdade? O que seria verdadeiramente o que sentira? Talvez todos tivessem sua parte de verdade, ou até que todos fossem mentira. Independente disso, a dor era verdadeira. A dor de mais uma vez ter de ser expectador de uma realidade tão distante, vista pelos olhos de uma criança. A dor da incompletude, de estar parado na vida, congelado pelo medo e a vivencia continua de uma série de oportunidades perdidas.

O presente se repete, tal qual meu passado. A criança mesquinha, outrora dado como morta, ainda imatura, monitora meus passos. Eu, um personagem idealizado, mais uma vez dou-me conta de minha fragilidade. Nada sou, do que pensei ser.

E ao meu futuro agora olho, o espaço sagrado de minhas idealizações. Olho em busca de amor e afeto, os quais não posso me dar neste momento. Como dentro de uma capsula, envio a você minhas esperanças de tornar-me o que desejei ser e ter me livrado do monstro depressivo que cresce em minhas entranhas. Espero que construa seu lugar no mundo, encontre quem procura para estar ao seu lado ao longo de todos os empreendimentos loucos que queremos construir. Que os tantos diálogos que vivemos fantasiando em nossa imaginação se tornem reais, e que finalmente você atinja sua verdadeira personalidade.


De França, Annecy
Para Algum Lugar No Brasil

terça-feira, 16 de agosto de 2016

J’aimerais poser une question : est-ce que les maires et politiciens en France veulent bannir le burkini, ou juste les musulmans ? Le burkini est le bienvenu en Australie et peu importe que vous soyez musulman, chrétien, hindou juif etc., vous êtes tous les bienvenus ici

terça-feira, 19 de abril de 2016

Mas eis que vejo o sol a brilhar
O frio que sentia partira a uma estação atrás

Toda aquela neve eu vira derreter
E abre agora espaço a uma nova flor crescer

Ilusão é a minha
achar que tal a flor era a minha sina

Mesmo em mais ensolarada tarde
A escuridão se espalhava por toda parte

Talvez eu mesma tenha ficado a uma estação atrás
Com meus olhos vendados a escuridão

Não seria agora essa bela tarde
Que tiraria-me dessa prisão

À depressão