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domingo, 26 de janeiro de 2014

Ordo ab Chao I

 “Não criamos este medicamento para os indianos, mas para os ocidentais que podem pagar por ele”

domingo, 5 de janeiro de 2014

Borboletas no aquário

Rabiscos perdidos
De um velho iludido

Talvez sem régua
Não seria tão risível

Se escrevesse a verdade
Encontraria sua criatividade

Mas em seu quarto falhara
Afundado na banalidade

Em sua janela, tão bela
Uma flor era esquecida


E o sol e a lua, seguiam-se em subidas
e descidas

Um peixe nadava em seu aquário
A muito não era alimentado

E embaixo um tapete velho e empoeirado
Começava a ficar embolorado

Seus cabelos encresparam
Caindo sobre os olhos

Mas a sós na madrugada
Esses já não choram

O fronte da velha maçã dourada
Descascava-se em outras cores

Até que por uma manhã muito engraçada
Simplesmente evaporou

Amor de Verão

Parta meu coração,
mas encontre um novo verão
Afaste-se e  há de viver
Pois nesse lugar,  alguém já morreu


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Veritas

O mundo estava repleto de meias verdades e desespero, e o anestésico já não fazia efeito. A vida, em sua tão bela e complexa enormidade era rapidamente reduzida em tão pequenas palavras de insultos, criando figuras mitológicas que reduziam a todos à meras criaturas!

Tudo se tratava de ser preto ou branco, e pior, em um mundo tão grande, muitas vezes o preto é quase branco de tão preto! Tão quanto as religiões, existiam os diversos padrões contraditórios de preto e branco, nos quais certas verdades deveriam ser mais aceitas do que outras.

Na realidade era muito simples: a verdade é o que passa pela garganta, mas o que chega aos ouvidos  nem sempre o é - conceito perfeitamente biológico, evolucionista e cartesiano - tal qual isto.

Narciso ao olhar-se no espelho, não apaixonava-se pelo seu reflexo, não mesmo! O que se via era a hipocrisia do que se criticava tanto nos outros, mas que transbordava em seu caráter.

Nessa Terra, cada um se achava o heroi do pedaço, e afinal de contas ninguém queria sua vez em ser o monstro da jogada.

Sejam Bem Vindos onde o assassinato tanto era heroico quanto terrorista, apenas dependendo de qual boca o contar. O problema do mundo é simples e claro. Vou dizer a vocês.

O problema do mundo é o problema do mundo!

Sendo claro, o problema sempre é externo e independe de nós. E curiosamente independe de todos nós, sendo o problema o problema de si próprio! É a única coisa que parece plausível na relatividade das meias palavras absolutas, complexo e sistemático.

Por fim, o fim:

A verdade não será encontrada,
    Os sábios se encarregaram de criá-la.

sábado, 19 de outubro de 2013

A Solidão

Meu amor, minha mentira
Estou a um passo da solidão
Você me conta suas histórias
E eu quase morro em meu coração

A verdade do meu amor
É que não há nada a lhe oferecer
Entre as rosas já mofadas
Não espere por um bilhete ao amanhecer

Minhas fraquezas e meus medos
Somente isso ninguém me roubou
Sendo esses meus bens mais verdadeiros
Ofereço tudo que me restou

Entre esmolas, se conforta
este coração da depressão
E se de tão triste me faço tão pouco
Sincero, faço-te de refrão:

A solidão

domingo, 13 de outubro de 2013

Não me olhe com esses olhos
tentando em vão me procurar
em vão me discernir
do que é certou ou é vulgar

De uma vida tão extensa
Pouca coisa me restou
entre mentiras inventadas do que sou e o que não sou

Dos amores que vivi, nada me restou
os sentimentos que escrevi, não valeram mais que dor

perdidos nesse mundo surreal, de tão real
criei uma flor que brotou...

no lixo

Por isso
Não sou poeta, nem sou físico
meu cabelo lhe incomoda,
eu sou louco e ridículo,
mas não vou pedir esmola,

e de lágrimas então,
 não se faz nem combustível
 meus sentimentos são baratos
mas não são tão consumíveis.

Por isso amor
é minha dor
e minhas mágoas...

Se até do pão fazes-te vinho
não sou mais nada além disso

domingo, 6 de outubro de 2013

Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora