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sábado, 30 de outubro de 2010

Fecho

Meus pés tocavam os degrais que levavam ao abismo da vida
Era só um paço em  falso e eu cairia nesse abismo

Oras, o monstro surgiu em mim
E ele adorava aquele perigo
E se jogaria nele de cara assim que capaz

São nos mundos dos sonhos,
Onde tudo acontece
E a tudo se recorda
São dispertares disparates em que a noite que traga o dia
E o dia que bebe vinho

Eis sol vermelho
Tempos que não serão jamais esquecidos
E muita coisa a mais
Subliminarmente não
Sou são
Obviamente que não

Volte, e olhe ao seu redor
Antes que a música acabe
E todas as pétalas toquem o chão
O filme está acabando e as pessoas pararam de falar
Esqueça elas querido
Apenas se jogue nessa loucura
E fique até cair
E quando cair permita-se voar até que o chão se ajoelhe perante você
E então possa repousar

Nada de jóias ou diamantes
A ti deixo apenas palavras
E a minha mão
Que te puxará para aonde quiser ir
Venha comigo, conheça meu mundo
E se tiver medo, lembre que sou só eu

A música acabou
E agora só resta o Adeus

30/10/2010

sábado, 23 de outubro de 2010

Repetições repentinas

É, eu deveria ter

Arriscado mais
Persistido um pouco mais
Não ter dado as costas dessa vez

Poderia ter caminhado mais
Evoluído para algo a mais
Ter feito o que desejava fazer

Talvez pudesse ter conhecido
Metade das coisas que planejei

Talvez pudesse ter conhecido
Um terço das pessoas que planejei
Se não tivesse me traído
Me dado as costas mais uma vez

E dessa vez
Não vai haver
Nenhum acaso
Para a mim proteger

sábado, 2 de outubro de 2010

Parte do que se passa

Um em um milhão
 Ultimamente tenho experimentado mais coisas do que em toda minha vida, que nem é tão longa assim. Pois é, e nisso eu percebi o quão pouco eu sei sobre as coisas e o quão pouco as pessoas estão dispostas a transmitir o conhecimento. Tenho me esforçado muito nesse campo mas o problema é que nunca gostei de lidar com a decepção e por isso várias vezes não conclui meus projetos pelo medo da falha, e isso tem me atrapalhado bastante pois ao ver pessoas com a vida similar a minha se saindo melhor nos meus próprios planos começo a sentir-me inseguro e paro de fazer o que quer que seja para fugir da decepção, como já falei. Eu sou um cara extremamente egoísta, acho, porém tenho me esforçado, tentado não pensar tanto em mim ou ser melhor que os outros, e fiz bons progressos, porém o demônio orgulhoso ainda rugi dentro de mim e às vezes (espero que tenha crase) consegue tomar o controle da situação, algo muito ruim.
 Sei que para conseguir chegar nos objetivos deve haver muita prática no decorrer do caminho só que eu não tenho feito os exercícios regularmente (Cleidson que o diga!), não sei... tenho andado impaciente ultimamente, muito impaciente, o que atrasou de forma geral minha vida. O problema a ser analisado nesse parágrafo talvez seja o motivo da minha impaciência, e na tentativa de lembrar dos últimos dias percebo que minha paciência era consumida quando meus amigos falavam alguma coisa radicalistas besta (caros amigos, não se ofendam com tal indagação, até porque posso estar terrivelmente errado) como por exemplo, se você vai a missa é uma ovelhinha do sistema ou tal pessoa é podre por dentro e um monte de blablabla sem nenhuma fundamentação teórica real, mas o que me deixa mais puto é que eu não posso contra argumentar porque eu também não tenho a merda de uma fundamentação teórica, e isso me mata! Caramba, porque eu não tenho esses conhecimentos? Não ensinam isso nas escolas!!! E também não concordo em ficar fazendo pesquisas suspeitas na Internet onde "um estudioso-famoso-não-identificado'' fala um monte de coisas suspeitas,  não é a primeira vez que eu capturo conhecimento errado! Sabe, os meios de comunicação tem andado muito poluído, então como diabos eu, um burro, vou saber o que é certo ou errado? Vou ter que ficar supondo como todo mundo?? Caramba, queria um livro que me desse respostas!! Ou quem sabe um mestre...

sábado, 18 de setembro de 2010

Luzes

Apenas para lembrar...



  Às vezes imagino fogos de artifício em minha mente, sabe, é como eu me lembrar de um momento em que tudo era bonito e as pessoas riam por nada, e tudo isso sob as luzes brilhantes vindas do céu. É tão belo a forma que as cores se misturam, as formas... é quase como uma pintura no próprio céu.
  Essas cores fortes lembram e despertam felicidade nas pessoas, mas talvez tenha maior impacto após a sua visualização, pois quando estivermos nos sentindo vazios e armagurados só precisamos pensar em fogos de artifício e mergulhar em memórias que talvez nunca tenhamos vivido e sorrir, mesmo que seja um sorriso temporário, porque voltar a essa lembrança é quase como reviver um sonho que tivemos ainda criança, sei lá, é quase como encontrar algo que não vemos a muito tempo e então perceber que finalmente estamos em casa.
  Isso tudo talvez seja uma completa loucura, mas nada me garante que as outras coisas também não sejam.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jogo da velha

Quero saber o que houve
Pelo tempo que em que não estive aqui
Se sentiu minha falta
Você me esperava?

O que tem feito?
O que tem sido?

Conte-me tudo
Quero conhecer você
E saber se pensa em mim
Para que assim
Eu possa mais uma vez me trair

Afinal, existe prazer maior
Do que estocar seu próprio coração
E humilhar a si mesmo?

Faz tudo parte da caixa...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um pedaço

"Mas, e se...?
E se o que?
Não há e se
Como não pode haver e se? Sempre há!
Porque não fazer?
O que me impede?
Medo..
Medo de que?
Humilhação? Então a vossa realeza teme a humilhação?
Não és menestrel
Nem mesmo o bobo da corte
Deve superar seus medos se quiser ultrapassar essa faixa
Que separou o humano do humano."


sábado, 4 de setembro de 2010

Nome aos bois

 Há algum tempo tenho reparado em um fenômeno nas nossas interações sociais. Pude observar de perto os meus amigos começando a entrar nessa onda de namoro, porém é digno de nota dizer que nenhum deles tem grande experiência nisso, muito menos eu, e reparei em como ocorre essa relação dos dois enamorados. Em primeiro lugar vão achar que realmente estão se amando, pela primeira vez na vida, e tudo que houve antes era qualquer coisa menor que o amor, em segundo vão começar a pensar que realmente vão ficar juntos pela vida inteira, chegando até a falar em casamento e filhos. A partir de um certo ponto os dois vão estar tão "super-confiantes" que vão ver de forma reduzida as relações dos outros que já não dão tão certo como a deles, ou até mesmo se encontrarem um amigo que esteja numa dessas paixões "platônicas" vão chamar de obsessão.
 O engraçado é que após um tempo, talvez uns 7 meses, o casal irá começar a ter os mesmos problemas que todos tem, e irão começar a pensar que as coisas não eram tão doces como pensavam, e no final irão se separar e cada um partirá para o seu grupo de amigos tentando ser consolado até que após ter várias crises de ideologia, que vai fazer com que pensem que o amor não existe, vão começar o mesmo processo de paixonite só para passar o tempo.
 Sabe, o grande problema do mundo é que somos muito exagerados, assim como eu fui nesse texto, costumamos só enxergar a nós mesmo ou só enxergar os outros, uma relação de desprezo e obsessão que nunca buscamos o equilíbrio, se pudermos ouvir o que nós pensamos e o que os outros falam, pela própria dialética irá ocorrer uma síntese dos argumentos, e então realmente estaremos crescendo. Um exemplo disso é o antigo filósofo Sócrates que percebeu que para ser menos burro teria que assumir que realmente não sabia de nada, se permitindo apreender o que o mundo tinha, e ainda tem, a oferecer. Se passarmos mais tempo criando vínculos com o que existe na vida estaríamos conseguindo novas amizades, aprendendo mais coisas e sempre estaríamos evoluindo. Se fizéssemos isso não estaríamos pensando em suicídio ou falando que a vida é uma merda. Percebam que o problema é que recusamos as coisas antes de conhecer, o medo do novo.