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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Inerte

Tudo se tornou claro
E claro se vez a dúvida
O óbvio é a escolha
Que não sei escolher

A questão parece ser a mais simples
Mas para mim, não
Eu quero saber se vou amar, ou me entregar a razão
A questão são as escolhas
Mas o questionamento é se há um abismo no caminho que posso escolher
Como dar um passo com os olhos vendados sem saber o que há abaixo de você?
Por isso parado estou.

Luzes da noite

Deitado no sofá
Olhando sombras pela janela
Trazidas pelas luzes da noite

Lá estava eu
Vendo a beleza no escuro,
Olhando para o vazio
E vendo cheio

E ao meu lado havia um quadro
Lá havia um sol se pondo
Descendo lentamente
Para dentro do mar, e o infinito.

Sim, eu estava no escuro
E não tinha mais medo
Pois para mim tudo virou poesia
És melodia e dança
És a arte que assisto.

sábado, 24 de julho de 2010

Meu quadro negro

Olhava eu pro quadro negro
Com o giz percorrendo os escombros
Desenhando petalas negras
Surgindo embaixo de meus pés

Olhava eu pro escuro do mundo
Tentando ver o que não via
Enxerguei algo, mas não reconhecia
Um perfil, uma sombra, um relfexo
Por apenas um lapejo e logo tudo sumira

E se fechar os olhos posso me ver caindo na escuridão
Caindo e subindo,
Para sempre, ao infinito!

Então olhava eu
Do outro lado da janela...

Preso

Via a chuva caindo pela janela
Cada gota, um suspiro
As lembranças sendo revividas
Uma por uma,
Como ondas esbravejando-se em penhascos

Lá estava eu, embaixo de um cobertor de melancolia
Sofrendo o pior da dor, talvez
A dúvida.

Eu estou preso nessa
Não sei o que tenho que fazer e nem como fazer
Porém o tempo continua
E a cada dia eu estou mais velho
Cada vez mais perto
Da angustiante, morte

24/07/10
11:21

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Chega de etiquetas

Não sou atração de circo

Um cachorrinho que faz malabarismo

Um caderninho contando confissões de gente barata


Não me julgue

Não me pergunte o que quis dizer

Não ironize o que não sabe


Chega de etiquetas

Chega de etiquetas


Isso não é pra vocês

Não

É pra os que sonham

3 mandamentos ( Capitalistas)

Cumprir ordens,
Ignorar vontades.
Individualização da coletividade.

domingo, 27 de junho de 2010

Códigos em sépia

Neblina escura da madrugada,
Anjos caídos que do pó retornarão,
São melodias que não saem de minha cabeça
Está em mim, mas ainda não sou eu

Apenas uma busca infundada para encontrar a ilha
A ilha que fica no céu e tem o Arco de Íris
Sonhos, canções, todos são lirismo

Na pedra se escreve mensagens, no céu as esperanças
No mar, o desejo de retornar
A forma que um dia foi
Alguem que não sabe o que foi
Mas lembra das asas do Condor

Meu alimento é sinfonia, minha esperança, as letras?
Não deve ser possível classificar
Os pássaros ainda estão fora das gaiolas
E os anjos tornam a voar, de volta ao castelo voador
"A batalha está acabada
Mas a guerra continua enfurecida"