sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Eu agradeço
Obrigado
por promover a homofobia
o silêncio das ruas
desonestidade dos líderes
analfabetos professores
e a vítoria das mídias
Obrigado por ajudar a fazer
a rotina que imprime a vida
as ofertas que geram as demandas
e às loucuras dessa gente normal
é tão banal....
por promover a homofobia
o silêncio das ruas
desonestidade dos líderes
analfabetos professores
e a vítoria das mídias
Obrigado por ajudar a fazer
a rotina que imprime a vida
as ofertas que geram as demandas
e às loucuras dessa gente normal
é tão banal....
Risco?
Zona de mudanças
de bagagens nunca desfeitas
e amores nunca retornados
zona de mudanças
zona de perigo
onde vermelho está mais perto
a vida é uma zona
zona de vida
você ultrapassará, ou seguirá?
o vermelho está mais perto
Risco de vida, risco de morte
À sua sorte, você escolhe
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Petróleo
Qual melhor cor
para representar minha contramão?
Senão, verde-limão?
por isso digo,
rimando vai o poeta
com toda sua orquestra
que outra forma haveria
de falar de sua vida?
a rima era uma fantasia
que se misturava a essa gente
cálida e mesquinha
bonito e tão belo
tão mero, flagelo
das tristezas passadas só lágrimas
guardadas em nunca caídas mágoas
e quando o sol o abafava
e a noite arfava
nada mais aquetava
a fúria que então em seu peito surgira
suspiras, e suspiras
mas vestes seu suplicio
preto pobre, preto quilo
vens ao mundo das procrias
entre tantas farsas, as garfadas
és palhaço ou uma cria?
para representar minha contramão?
Senão, verde-limão?
por isso digo,
rimando vai o poeta
com toda sua orquestra
que outra forma haveria
de falar de sua vida?
a rima era uma fantasia
que se misturava a essa gente
cálida e mesquinha
bonito e tão belo
tão mero, flagelo
das tristezas passadas só lágrimas
guardadas em nunca caídas mágoas
e quando o sol o abafava
e a noite arfava
nada mais aquetava
a fúria que então em seu peito surgira
suspiras, e suspiras
mas vestes seu suplicio
preto pobre, preto quilo
vens ao mundo das procrias
entre tantas farsas, as garfadas
és palhaço ou uma cria?
domingo, 28 de julho de 2013
Uma escritura para viver mais
Heavy blues talvez fosse minha alma, assim como foi o ijexá, skank entre tantos outros pesares ilícitos. Era um 28 de julho perdido, véspera de provas e demandas acadêmicas. O que tem sido minha vida desde então? Trabalho, estudo, responsabilidade....cotidiano. Realmente não teria como ser uma pessoa normal, a bagunça era minha alma, não estudei para as benditas provas...
Cabelo desgrenhado, barba por fazer, camisa amarrotada e uma remela para contar histórias, assim amanheço, e assim sigo ao longo do dia, monótono, gago e sonâmbulo.
Metade das coisas que sonhei provavelmente jamais serão realizadas, e se pelo menos um terço da outra metade tiver futuro, já terá sido uma vida até que bastante intensa!
Intensidade, o que vejo faltar. Padrões, estereótipos, vícios... Estamos repletos dessas coisas. Eu estou repleto disso, enfiado numa malha dentro de minha própria moral, culpando o cotidiano.
É uma vergonha irônica as pessoas estarem tão tranquilas e bem dispostas a DAR sua liberdade e esperar o mesmo do outro. Uma vida de menos de um século, algumas nem chegando a meio ciclo, cuja maior parte é gasta fazendo coisas que não queremos fazer e que até, bem no fundo, sabemos estar errado. Está tudo errado, é visível, mas vivemos o erro e fazemos da agonia, pesar e tristeza, momentos de felicidade.
Minha consciência está fritada e nos meus dias eu passo mais dentro de mim do que nunca. São músicas, imagens, jogos. A indústria do imaginário, e o bom, sem capital direto. Os meus dias são passados dentro de mim...
Enquanto a vida que esperava gastar lá fora é esquecida e adiada. Compromissos que realmente desejaria estar presente, são adiados, prorrogados até, sei lá, o rio virar mar e o serrado, sertão.
Não pensar, sentir. Angústia, drama, dor, medo, são os que me fazem lembrar de estar vivo, a melancolia preenche minha alma, e só nela eu vivo. Por isso, heavy blues, a ilusão, a droga, o vício do que-me-faz-me-sentir-se.
Mas a vida não se engana. Amanhã será como sempre foi, se não pior. Cobranças e pessoas chatas, aliás, achatadas. Vivem de uma dimensão, a versão simplificada das coisas, não tem volume, não são integráveis e vivem cheias de tangentes.
Minha boca estará trancafiada, meus ideais guardados em um porão escuro e mofado, e então me vitimizarei perante a justiça do mundo achatado. Naturais e inteiros, mas todos sabem,
Até os toscos sabem
Que no final, todos somos partidos: seja de esquerda, direita, revolucionários, cristãos ou agnósticos
A verdade que é uma verdadeira sopa de tudo isso, com um sabor de além disso. Quem terá culhões para provar-te entre tantas fantasias?
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Hipocondria
Viver é menor
tão triste como um por do sol
engasgado em nós
na sua garganta
como torcer de suor
e quem saberia
do que o poeta sentia
das tantas tristezas guardadas
em sua mala tal logo que partiria
quem lembraria
de quem jamais existiu
e de um olhar ninguém viu
as lágrimas que lhe escorria
saudade de ser marinheiro
ao invés de partir
em convés eternos de sol
sem navalhas de verdades
sonhar
jamais soubera
crescer
amargo doce de doutrina
findar-se
e de final só me resta
encerrar em idolatria
ao bolero de nefasta
Salve o lindo
Salve o belo
Amor aos velhos índios
que viviam nas florestas
Salvem o negro
Salvem os cegos....
As verdades que lhes restam...
dos nefastos que eu lhe entrego
morram de dor
tão mero in...dolor
dos nefastos que eu lhe entrego
morram de dor
tão mero in...dolor
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eu só queria surfar
Alo Alo gente grande
O meu mundo que esta se acabando
acanhando em cantos recantos
na falta do que buscar.... ou se explorar?
Alo Alo todo meu povo
a gente que se faz inteligente
os primatas do novo mundo
sempre gralhando nos postos
A mentira é o ópio do povo
você que se traveste de novo
E canta na contramão
se fazendo de distração..
E Eu só queria procurar
oscilações virtuais deste mar
verde mar...
eu só queria surfar....
O meu mundo que esta se acabando
acanhando em cantos recantos
na falta do que buscar.... ou se explorar?
Alo Alo todo meu povo
a gente que se faz inteligente
os primatas do novo mundo
sempre gralhando nos postos
A mentira é o ópio do povo
você que se traveste de novo
E canta na contramão
se fazendo de distração..
E Eu só queria procurar
oscilações virtuais deste mar
verde mar...
eu só queria surfar....
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