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domingo, 30 de janeiro de 2011

Moc_fild22

Socorram-me
Subi no onibus em Marrocos
Socorram-me
Yeah

Socorram-me
Estou perdido em Marrocos
Socorram-me
Yeah

Pois aqui vivi tão só
Dentro de Marrocos
Socorram-me
Yeah

Então deixe dessa camarada
Entra nessa caravan e nos vamos daqui
Deixe tudo para trás
Vamos para além de Marroc
yeah

Então corram
Corram
Corram
Para longe do mar-rom
Yeah

De trás pra frente
Em frente e atrás
Vivendo numa cidade espelho
Em um onibus
Vendo marcos moscar

Falação

Principios
O que fazer quando falta?

Grite para todos se calarem
E o tempo parar de rodar
Para que possa pensar um pouco

Silêncio,
Parem todos agora
Sentem-se
Me dêem espaço

Argh
Quietos, agora!
Não temos tempo a perder
Eu preciso de silêncio para pensar
Como escolher sem pensar?

Vocês nunca se calam
Nem quando estou dormindo
Quando me darão sussego?

Sabe de algo?
Agora caIo-me
Falem por quanto quizer
A minha opnião, não a tem mais

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saco Cheio




De saco cheio já estou
De toda essa paranoia em que vivo
De sempre olhar 5 vezes antes de atravessar a rua

Sempre preocupado
Temendo o fracasso e a Exclusão

Desejando sempre o mais
Sonhando com o toque no sucesso
Porém sempre tendo suas asas arrancadas
Pelo desespero do fracasso

Não sou o que sou
Sou uma sombra
Uma pequena potência do que poderia ser
Sobrevivendo apenas na inércia


Porém não desisti
Cada vez utilizo mais armamentos nessa grande guerra civil
E só vou parar de lutar quando realmente expressar
Todo o meu potencial




Nota: O espécime de peixe de coloração amarela agora está em posse da ilustríssima leitora Brenda Lessa conforme o acordo realizado em algum dia desse mês. Interessados em algum espécime favor entrar em contato:

Sac: *0666 - fifitysix42

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Refúgiado




Enfim, só
Somente a mim mesmo
Nesse imenso casarão

Enfim, só
Finalmente tranquilo
Em meu refúgio

Enfim, só
Nessa imensa tragédia
Que o acoberta nos véus da solidão

Um refugiado do pavor, do medo
E das mais tristes pscicoses existentes

Sofrendo calado
És o solitário
Sufocando seu grito
Que tanto deseja sua liberdade

Um prisioneiro do medo
Uma alma penada
A vagar pelos corredores de sua mente
Estreita, tão quão uma solitária
Sem ar, sem luz, sem vida

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Presas da Asfixia






Grãos de areia
Partículas do tempo

Estivemos sorrindo por todo esse período
Vivendo dentro de ampulhetas
Sem ver o que realmente havia lá fora
O que havia...

Sorriam as cotovias
Cantavam os beija-flores
Vivo, tudo vivo
Desde a mais simplória rosa
Aos rochedos de Teln'ayr
E nunca vivemos nada daquilo

Pois então,
Dia após dia
Um novo grão de areia caia sobre nós
Enterrando e sufocando cada vez mais
Todos os nossos sonhos,
Que apesar de tão infantis
Ali mesmo morreram
Triste fim, triste vida

Se ao menos alguém tivesse nos tirado dali...

Apenas para ver o sol nascer.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Epifânio





Acha que pode me enganar?
Eu conheço a mim mesmo haha
Um mero truque como esse não vai me fazer cair nessa pequena alucinação
Faça melhor
Há, você é quem sabe
Mas eu sei que é uma alucunação
Nem vem, eu sei que escrevi Alucinação certo

Boa jogada
Rainha à 3 jardas
Jogo meu bispo contra você

O que você quer fazer?
Por debaixo dessas pétalas?
Trazendo à tona remorsos que nunca tive?

Qual seu objetivo camarada,
Com toda essa armação?
O que quer me mostrar?

Ok, você conseguiu minha curiosidade
Aceito ouvir o que tem para me dizer

*Rei negro acaba de cair*
Aceito meu xeque-mate

Tem certeza disso?
Não vou levar isso adiante antes de terminar esse capítulo
Falta ainda algumas preciosas páginas
Que ainda quero escrever
Enquanto isso irei ver com cuidado o que tenta me falar

Boa jogada
Mas agora me leve nessa viagem
Me mostre os significados das coisas que antes não via

Esperar...
Eis uma virtude muito importante
A paciência

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Smille Sunshine

Ah, simplesmente hilária, cara amiga
Essa sua armação dessa vez realmente me surpreendeu

Impressionante o que você, destino
Costuma fazer comigo
Porque nunca perde o humor?

Eis minha vida
Uma série de atos
Com uma ironia muito profunda
Que me faz sorrir a cada segundo em que permaneço vivo