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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hipocondria

Viver é menor
tão triste como um por do sol
engasgado em nós 
na sua garganta
como torcer de suor

e quem saberia
do que o poeta sentia
das tantas tristezas guardadas
em sua mala tal logo que partiria

quem lembraria
de quem jamais existiu
e de um olhar ninguém viu
as lágrimas que lhe escorria

saudade de ser marinheiro
ao invés de partir
em convés eternos de sol
 sem navalhas de verdades

 sonhar
jamais soubera

crescer
amargo doce de doutrina
findar-se
e de final só me resta
encerrar em  idolatria
ao bolero de nefasta 

Salve o lindo
Salve o belo
Amor aos velhos índios
que viviam nas florestas

Salvem o negro
Salvem os cegos....
As verdades que lhes restam...
dos nefastos que eu lhe entrego

morram de dor
tão mero in...dolor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Eu só queria surfar

Alo Alo gente grande
O meu mundo que esta se acabando
acanhando em cantos recantos
na falta do que buscar.... ou se explorar?

Alo Alo todo meu povo
a gente que se faz inteligente
os primatas do novo mundo
sempre gralhando nos postos

A mentira é o ópio do povo
você que se traveste de novo
E canta na contramão
se fazendo de distração..

E Eu só queria procurar
oscilações virtuais deste mar
verde mar...

eu só queria surfar....

terça-feira, 25 de junho de 2013

Quiçá

Caminhando e cantando
se fez meu coração

ressuscitando as memórias
de velhos irmãos

de um povo marchando nas ruas das putas
 por amor a uma causa 
que nunca acabou

mas  as vitórias legítimas 
jamais nos entregaram

e por jamais entregar
me fizeram caminhar e cantar
cantando as ilusões vividas pelos, mas velhos

de que o mundo

quiçá.....

   quiçá....

        quiçá...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada

sábado, 15 de junho de 2013

Paisagismo do EU

O quanto poderiam viver
aqueles que querem morrer?

Depois das tantas vezes que fui sepultado
já não sei...

O cheiro, 
o calor do outro corpo

Lembranças vagas de um dia nunca vivido

Enrijecido e enlouquecido
Lentamente
Por cada palavra não dita
E amor deixado de ser vivido

Tornar-me-ei a aberração
que regerá os séculos de minha vida

A dor que molda
A dor que assola
A dor que atormenta
A dor que me cala

domingo, 12 de maio de 2013

...desse solo és mãe gentil
pátria amada Brasil...