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sábado, 11 de agosto de 2012

Mas é claro que o sol...

Alegria, Alegria
é estar compartilhando

Olhar nos olhos e beber
Sorria, já não é só gracejo

Tão doce
E ao mesmo tempo tão profundo
no seu Jazz da favela
Ou da Favela do jazz

Dançamos, cantamos
Fizemos folia em pleno berço
do carnaval dos poetas

Agora, o sol avança sobre as águas,
onipotente e megalomaníaco,
deixando seus traçados alaranjados
como um último olhar de Narciso
refletido no seu espelho,
                                                             [em frangalhos

Mas nos diga,
                                                             [oh céus,
aonde se olha para beber do sol?

mas diga a mim,
não diga a ele
diga a mim,
não diga a ele
diga a mim,
mas não, não
dessa vez,
seja à ele.

sábado, 4 de agosto de 2012

Ideias Madrugadas

Aqui quem vos fala é a madrugada
não mais triste
não posso, não agora...


o sono? afastou-se
então vambora liberdade!
já não é mas manhã nem tarde

e mesmo o dia
sendo sempre tão quente
agora chove, chove
e chove pela minha madrugada!

a brisa pode passar
o sereno e o luar
a calmaria
e afinal silêncio
dos seus doces desalentos

o sol por fim virá
por isso canto agora, girassol
o dia já nasce apertado
já não há mais espaços

e nós poucos
refugiados
sempre indo pra onde quisermos

o vento passará
brincando com seus cachos

e assobiará
como um jazz
nos deixandos tão leves
tão prestes a flutuar

somos felizes ao cantar
redundantes ao pensar

mas há toda manhã
para vir nos separá

no final, afinal
somos leste e oeste
fazendo soprar
 vento no litoral
do esquecido meu, oh deus
 Norte-Nordeste, um cordel de fogo e coral








segunda-feira, 23 de julho de 2012

O resto do rascunho

Meu conforto, meu pesar
Eis o tempo que passa,
E em poucas horas
Mais uma parte de você
desaparece em meio ao pó

Os signos nos separam,
Mas nem toda astrologia do universo
poderia ressucitar aqueles velhos momentos

Eu vi a Mona Lisa
de verdade e em aquarela
seus cabelos em cachinhos...
desbotavam-se no lençol
E a vida que era
encarar aquele olhar
verde castanho i dourado
e rir
para não amar


Mas não lhe falei...
 nem só, bom dia
deixei-te escapar
com o segredo das flores

Meu bem, meu mal

Meus olhos não acompanham o sorriso
não tenho tesão nesse comum gargalhar

mas em poucos minutos eu sou eu
e você pode me ver

mas em pouco some o brilho

e sumo na minnha multidão
formada por imensidão
de ninguéns


Prata e Mel

O medo, o estilo
Ambos se contemplam

seja como o tal do samurai
que hoje eu fui tão feliz
de ter deixado essa parte pra trás

Eu estou a lutar contra o poder
Que me fincou como raíz
Nesse tal de eterno final

mas não é assim
existe muito mais
do que diz

o céu, a terra-água e o ar

Cobre

Não nasci torto
Fui entortado
Como o pouco trocado
Que me deram de  vintém

Velho Samba

Menina bonita
Menina bonita

sua vida é uma tal de aquarela

Quem sabe se passa
quem sabe se é hoje
que ela  me olha da sua janela lelelê


Menina bonita
o que é que te faço para me falar

Quem sabe eu me jogo
Quem sabe eu me jogo, nesse meio
pintado de azul e amarelo
pra gente dar muitas risadas
de onde a vida não nos olhe
e que sabiá mais um sorriso
que nos olhos seja um pouco mais.....
do que aquele um velho abraço
juntinhos e colados
ao som do mar e luz
ouvindo a boa prosa
nessa nossa
rodinha de samba