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domingo, 9 de agosto de 2009

Sofridão descontrída

Queria que alguém visse isto

E ao mesmo tempo não...

Não é a hora.

A palavra que ninguém percebe

Não canto
Não danço
Não falo
Não rimo
Não escrevo

O que é o não?
Penso em "não gordo" e vejo um gordo!

Próximo!

Nada gera

Tudo, que faz

Amor, dando

Esperança aos

Colegiados,

Parentes,

Pessoas,

Que pensam

No futuro

Que está....

O ser

Queria,
pensava,
sonhava,
desejava.

Vida ingrata!

Molestagem de letras opacas

No escuro
ninguém me ouvindo
posso começar,
começar a dolorosa metarmofose

No escuro sem ninguém,
não a motivo para esconder a mim mesmo

Palavras sem noção,
desabafo da alma,
grito dos desesperados,
desesperados por nada,
mas desesperados

O único que viu o seu brilhar
viu escuridão

Olhar pro sol e ver noite,
impossível vira possível

Porém ninguém entende o que você fala, ou escreve.

Loucura da madrugada

Eu, meu teclado, e eu mesmo.

E Hilde achou que sabia de algo,
bolas odeio ser passado para trás,
do que falamos?
o que falei?
exatamente tudo,
porém também temos nada,
e um pouco de nenhum dos dois

Feliz aniversário Hilde.

A sobrevida poética

Loucura para todas as direções
Pequeno morro caindo no chão

Sirenes, gritos e luzes
Chegou o dia
Será o fim?

Mãe protege filho
Marido protege mulher

Todos gritam e ao mesmo tempo ninguém
E no instante seguinte tudo acaba da mesma forma sem noção que começa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O lamento dos mortos.

A triste dor de gritar a noite e ninguém ouvir
o lamento dos mortos
palavras de amor foram esquecidas
e em seu lugar veio a repressão dos sentidos

Perdi a condicional da minha liberdade
tentando fazer alguma coisa de boa pro mundo
ninguém me ouve
e até parece que só eu escuto a triste melodia dizendo
o lamento dos mortos

Queria poder fazer algo por eles
completar suas ideologias
mas a minha liberdade está vencia
a liberdade condicional
que originou
o lamento dos mortos

Um sopro de ar frio
reduzindo a chama da vida
a uma faísca no vácuo da ignorância
e o que resta do mundo é
o lamento dos mortos

Pois só mortos sabem lamentar
somos cegos para o mundo
e o mundo passa a ser cego para gente

Só o homem pode tirar a liberdade do outro
Só um homem pode originar
o lamento dos mortos.