Pudesse eu retornar da escuridão
Renascer das minhas cinzas
Natureza divina
Meus pés já não tocam o chão
Um rio escorre por entre minhas mãos
Mas a tristeza é a casa...
da euforia...
E eu apenas sorri
Quando então percebi-me ali
Que nada havia para mim
Estava enfim, a sós
......
Pudesse renascer de uma escuridão
Natureza maldita
As cinzas de minha escravidão
Não fazem de minha vida divina
Das mãos não me escorre a euforia
Sorrir
Era que me dizia
Jazia em minha casa
apenas a velha solidão
Nem só, nem pó
Um nó, um só
Bastava para então livrar
De tudo aquilo que
já não queria mais lidar
Enfim, a sós
Tristeza não dói
A verdade é pior
.......
Pudesse me livrar da escravidão
Dessas cinzas malditas
Os conselhos jamais farão de minha vida legítima
O pó eu aperto nas mãos
Minha saudade findou-se no verão
Afundando-se no mar
junto com o meu coração
Por sua oração.
......
Findar-se-á a imensidão
Por tal beleza indigna
Suas palavras jamais farão
De sua decisão legítima
Os quadros dessa prisão
Contam o que sua alma dizia
Os tempos que foram bons
Não passam de uma infância perdida
Mas não há de findar
O que não irá terminar
Seu nó se soltará
O mundo, então, voltará a aceitar
A solidão não faz de sua dor
Uma poesia legítima
Os gritos no corredor
Não passam de uma fantasia
Não há espaços para divagações
Sobre como ela se esquecia
Da imensa falsidade
Por debaixo de sua carne,
escondida
Me poupe de demagogias.
sábado, 27 de setembro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Só Agosto
É só isso amor
Pegue todos seus recados
Esvazie os armários
Que nossa história agora acabou
Todos seus abraços
Foram eternizados em uma folha
Que secou
E lá fora amor
O vento sopra por meu rosto
A bruma envolta ao meu rosto
Por uma tarde em que só andei
Cansado, o sol queimava o meu corpo
Me confortava ali no peito
E cochilei no colo de Morpheus
E no fim da tarde
O sol se juntava com o mar
Viam-se as estrelas a se banhar
Era um choque da realidade
Enfim a liberdade
Já não me importava o que passou
E ainda era só Agosto
E era só Agosto
Por fim só era Agosto
Deus me livre
Deus me livre
Do seu cigarro
E mantenha-me longe do seu trago
Deus me livre do seu cálice,
Que me afaste dos seus lábios
Esqueça o seu afago
E nem a imagine com outros alguéns
Não me deixarás cair na tentação
De todo seu mal
Amém
E mantenha-me longe do seu trago
Deus me livre do seu cálice,
Que me afaste dos seus lábios
Esqueça o seu afago
E nem a imagine com outros alguéns
Não me deixarás cair na tentação
De todo seu mal
Amém
Dia de cão
Longe de mim, passa o cheio
ônibus dos errantes
Acotovela-se de lá
Acotovela-se de cá
E de repente uma paixão
Que logo irá se murchar
ao longo das estações
Dia mundo cão
sábado, 9 de agosto de 2014
Fica pra depois
Mas o que fica pra depois
É aquela comida que sobrava no sábado
um cinzeiro cheio de cigarros
Ficou pra depois
o refrigerante que esquentou
e as formigas recolhendo os farelos do que sobrou
a carta que você nunca leu
Fica pra depois
A louça abandonada
E a panela que me acompanha durante o almoço
Mas sobrou um filme antigo,
um sábado vazio
Cortinas fechadas
Um copo de água
Uma saudade que não acaba
E apenas bons amigos
É aquela comida que sobrava no sábado
um cinzeiro cheio de cigarros
Ficou pra depois
o refrigerante que esquentou
e as formigas recolhendo os farelos do que sobrou
a carta que você nunca leu
Fica pra depois
A louça abandonada
E a panela que me acompanha durante o almoço
Mas sobrou um filme antigo,
um sábado vazio
Cortinas fechadas
Um copo de água
Uma saudade que não acaba
E apenas bons amigos
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Despedidas
Olhos, fechem-se lentamente
melancolia
Ao som da minha melodia
cortinas agora se dobram
libertando-me de minha desalforria
,e se de repente é tarde
a gente não sabia
imagina então a alegria!
mas entardece-se a maresia
e muito sorrateira, você se aproxima
como num compasso surdo e ouco
tudo já havia sido perdido
junto com meu suspiro rouco
então, já distante
seu perfume se despia
era o início de uma tarde
que se transformou
em
poesia
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