As vezes parece já terem existidos tantos versões minhas. Hoje mesmo me lembrava de quando era o que ouvia l'impératrice em algum vagão de trem explorando a solidão européia. Essa persona agora me parece tão distante quanto outra vida, outra pessoa.
Mas seria possível sentir saudade de si mesmo? Não é como se quisesse voltar a ser o que era, de forma alguma, não depois de tanta luta para me tornar quem sou hoje. Mas essas versões prévias e irresolutas eram o que eu era, e por bastante tempo minhas únicas companhias. Sinto falta delas como sentiria de um amigo, bastava-me um fone de ouvido e estava pronto a explorar a imensidão da solidão humana.
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Distancio-me ao entardecer
Jamais irei retornar
Pois não há só terra em que pise
Que não logo comece a afundar
Aos outros, não há espaços.
Já possuo minha solidão
Essa minha derradeira companheira
Que findará comigo nessa prisão
Os outros...
Que esqueçam
Verão-me como sépia,
um daguerréotipo perdido
e de fato, vivo
desse passado esquecido
Jamais irei retornar
Pois não há só terra em que pise
Que não logo comece a afundar
Aos outros, não há espaços.
Já possuo minha solidão
Essa minha derradeira companheira
Que findará comigo nessa prisão
Os outros...
Que esqueçam
Verão-me como sépia,
um daguerréotipo perdido
e de fato, vivo
desse passado esquecido
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
quando eu voltar
espero rever
os sonhos que começara a ter
e as flores que abandonei a crescer
e se quando eu voltar
e minha casa me esperar
quando pela porta entrar
talvez não me esqueças
mas embora
a saudade aperte
sonhos idealizados
desejo primeiramente
em algum momento ter mudado
volto para casa
bato em sua porta
retomo o meu lugar
ja não basta esperar
eu quero mudar
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