Baby, ontem a noite eu sonhei com ela de novo. Havia mais um outro rapaz dando em cima dela. Ela ria da atenção que ele a dava. E enquanto ele a tocava, abraçava-a, eu os observava, de longe, sentindo as dores de não ser eu. Jamais tocaria alguém daquela forma, não seria um concorrente ali, e era questão de tempo até que ela não resistisse mais aos charmes daquele rapaz.
A raiva, a injustiça, a inveja e a paixão. Quais deles seriam a verdade? O que seria verdadeiramente o que sentira? Talvez todos tivessem sua parte de verdade, ou até que todos fossem mentira. Independente disso, a dor era verdadeira. A dor de mais uma vez ter de ser expectador de uma realidade tão distante, vista pelos olhos de uma criança. A dor da incompletude, de estar parado na vida, congelado pelo medo e a vivencia continua de uma série de oportunidades perdidas.
O presente se repete, tal qual meu passado. A criança mesquinha, outrora dado como morta, ainda imatura, monitora meus passos. Eu, um personagem idealizado, mais uma vez dou-me conta de minha fragilidade. Nada sou, do que pensei ser.
E ao meu futuro agora olho, o espaço sagrado de minhas idealizações. Olho em busca de amor e afeto, os quais não posso me dar neste momento. Como dentro de uma capsula, envio a você minhas esperanças de tornar-me o que desejei ser e ter me livrado do monstro depressivo que cresce em minhas entranhas. Espero que construa seu lugar no mundo, encontre quem procura para estar ao seu lado ao longo de todos os empreendimentos loucos que queremos construir. Que os tantos diálogos que vivemos fantasiando em nossa imaginação se tornem reais, e que finalmente você atinja sua verdadeira personalidade.
De França, Annecy
Para Algum Lugar No Brasil
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
terça-feira, 16 de agosto de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
Mas eis que vejo o sol a brilhar
O frio que sentia partira a uma estação atrás
Toda aquela neve eu vira derreter
E abre agora espaço a uma nova flor crescer
Ilusão é a minha
achar que tal a flor era a minha sina
Mesmo em mais ensolarada tarde
A escuridão se espalhava por toda parte
Talvez eu mesma tenha ficado a uma estação atrás
Com meus olhos vendados a escuridão
Não seria agora essa bela tarde
Que tiraria-me dessa prisão
À depressão
O frio que sentia partira a uma estação atrás
Toda aquela neve eu vira derreter
E abre agora espaço a uma nova flor crescer
Ilusão é a minha
achar que tal a flor era a minha sina
Mesmo em mais ensolarada tarde
A escuridão se espalhava por toda parte
Talvez eu mesma tenha ficado a uma estação atrás
Com meus olhos vendados a escuridão
Não seria agora essa bela tarde
Que tiraria-me dessa prisão
À depressão
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
domingo, 10 de janeiro de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
Liberdade e solidão
Não escutava bem as pessoas, era um sufoco conviver com alguém quando minhas otites atacavam. Meus ouvidos inflamavam, às vezes sentia dor, outras não. Por não bem entende-las, muitos pouco faziam pouco de mim, ironizavam minhas trapalheiras e me achavam até bobo por não dar atenção às mesmas coisas que elas davam.
Mas com o tempo, meus ouvidos já não podiam ser usados como desculpas, embora continuassem a inflamar. Com o tempo descobri a liberdade que somente existe quando se esta só, bem como sua gêmea solidão. O convívio revelara-se uma pressão crescente sobre meus ombros, e chegar em casa era aliviador. Contudo, aos que não descobriram a felicidade de serem elas mesmas, assim como eu não descobri, cedo ou tarde enfrentarão a solidão e a ansiedade de se estar só.
De repente, o que era tão libertador, começava a se tornar uma estranha prisão. Nada ser, nada querer. A ansiedade crescente que é se tornar inexistente. Já não tinha boas palavras para usar, não tinha sentimentos a desenhar, nem ideias que lutassem dentro de mim. E ao mesmo tempo, aprendi a apreciar o silêncio.
Passamos tanto tempo falando, desejando desesperadamente a atenção dos outros sobre nossas ideias, em um mundo onde nossas vidas se tornaram uma coletânea de fotos, postadas em redes sociais, com o secreto intuito de sermos apreciado e desejado pelo o que supostamente somos. Mas com que será que realmente sonhamos?
São tantas horas arrumando cabelos, usando boas roupas, perfumes, maquiagem, depilações e giletes. Sinto muito, mas é impossível, para mim, crer que tudo isso seja feita por satisfação própria. E ai de você, reles mortal, que não o faça! Qualquer fraquejo que dê, falarão por suas costas. Estamos vivendo em um reality show.
Então, no meio disso tudo, será que sei realmente quem eu sou? Tudo que faço tornou-se seguido por um inconveniente "por quê?". Nem meus desenhos, dos quais de repente comecei a postar fotos na internet, eram inocentes.
Não é a toa que estar só me parece tão libertador. Mesmo nos piores momentos de solidão, ao menos tenho certeza de que esta é verdadeira. Talvez, todos nós sintamos essa solidão de sermos o vazio que somos, mas não tenhamos coragem de assumi-la.
E novamente me pergunto, quem sou eu no meio disso?
Eu não sei! Estou cansado de pensar sobre isso. Mas se você, caro aleatório, que me leu até aqui, lhe convido a pensar sobre o mesmo, se é que já não pensa!
Mas com o tempo, meus ouvidos já não podiam ser usados como desculpas, embora continuassem a inflamar. Com o tempo descobri a liberdade que somente existe quando se esta só, bem como sua gêmea solidão. O convívio revelara-se uma pressão crescente sobre meus ombros, e chegar em casa era aliviador. Contudo, aos que não descobriram a felicidade de serem elas mesmas, assim como eu não descobri, cedo ou tarde enfrentarão a solidão e a ansiedade de se estar só.
De repente, o que era tão libertador, começava a se tornar uma estranha prisão. Nada ser, nada querer. A ansiedade crescente que é se tornar inexistente. Já não tinha boas palavras para usar, não tinha sentimentos a desenhar, nem ideias que lutassem dentro de mim. E ao mesmo tempo, aprendi a apreciar o silêncio.
Passamos tanto tempo falando, desejando desesperadamente a atenção dos outros sobre nossas ideias, em um mundo onde nossas vidas se tornaram uma coletânea de fotos, postadas em redes sociais, com o secreto intuito de sermos apreciado e desejado pelo o que supostamente somos. Mas com que será que realmente sonhamos?
São tantas horas arrumando cabelos, usando boas roupas, perfumes, maquiagem, depilações e giletes. Sinto muito, mas é impossível, para mim, crer que tudo isso seja feita por satisfação própria. E ai de você, reles mortal, que não o faça! Qualquer fraquejo que dê, falarão por suas costas. Estamos vivendo em um reality show.
Então, no meio disso tudo, será que sei realmente quem eu sou? Tudo que faço tornou-se seguido por um inconveniente "por quê?". Nem meus desenhos, dos quais de repente comecei a postar fotos na internet, eram inocentes.
Não é a toa que estar só me parece tão libertador. Mesmo nos piores momentos de solidão, ao menos tenho certeza de que esta é verdadeira. Talvez, todos nós sintamos essa solidão de sermos o vazio que somos, mas não tenhamos coragem de assumi-la.
E novamente me pergunto, quem sou eu no meio disso?
Eu não sei! Estou cansado de pensar sobre isso. Mas se você, caro aleatório, que me leu até aqui, lhe convido a pensar sobre o mesmo, se é que já não pensa!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Vida vazia
me ocupa
e consigo traz solidão,
minha companhia.
e se mesmo tão longe
ainda sou o mesmo
tão longe estarei
onde quer que eu esteja.
podem fugir de suas tristezas
Mas essas são as únicas que me são verdadeiras
versos, quadros e quiçá canções
são as que cobrem e me confortam durante o sono
Meu mundo é escuro e empoeirado
Mas a noite o céu é sempre estrelado
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