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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Será eu um monstro?
Não há engano

No mundo das amarguras
Não há espaço para canduras


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Correios

Não há tempo para ser feliz
Fácil seria comprar o que você sempre quis
Mas há coisas que nem se vendem em leilão
Se não causava inflação

ou não

Esperas alguma coisa do seu redor
Talvez as coisas estejam de mal a pior

Mas sempre você pode piorar
Cantando piolhos dos Jornais

Porquê
Da onde será que vem o tiro?
Será um grito?

Nem sei
Se amanhã
ainda estarei vivo

Mas não importa
Por que no final
Continuará
sendo
Eu

E que diferença fará?




Cálcio pros Ossos

Etérea é nossa alma
Tão bela e macia

Quem dirá, a cheirosa
Alva alegria

Somente sobrará
Durante a pós vida


Adubas então
Sua casca vazia
Semeia as mentiras
E espera brotar
Quem sabe virá
A justiça final

Copo Vazio

As tuas curvas às vezes
Terminam em contramão

Cuidado
O bom pode ser ilusão

Ilusão tão passageira
Quanto o toque de suas mãos

e

Em Palavras de amor
ainda existia a traição


o mar

Havia o mar
E aqueles que queriam velejar

Mas só as tormentas eram enxergadas
Daqueles que viriam por se afogar
Ao começo de um novo dia

Mas se isso importa
Tampouco cabe a dizer

Somente que o mar
Não verá um dia a nascer

sábado, 24 de janeiro de 2015

Frau

Você sente medo
mas agora está aí, pode ver?

Por quê esconder o que sente?
Dor, raiva, apreensão?
Fingir não torna-os menos reais

Por uma noite de insônia
Convido vocês, em um quarto escuro
Por um momento de silêncio
Liberdade e Sinceridade

Então veja como se tornas belo
E como se faz real



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A dor que nunca senti
Agora vejo em seus olhos

Estaria eu a parte do mundo?
Não sabia como lidar

Qual apoio poderia dar?

Mas com os restos da humanidade que tive um dia
Lhe dou um afago e um abraço

Junto com o desejo de que algum dia
O conforto lhe seja algum lugar

Mas os mortos nunca irão voltar